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Adultos

Um coração saudável bate de 55 a 100 batimentos por minuto. Quando esse ritmo se altera, pode haver o diagnóstico de arritmia, que pode ser classificada como taquicardia, quando os batimentos ficam acelerados; bradicardia, se o ritmo é lento demais; ou descompasso, quando pulsa com irregularidade.

Todos podem se agravar e levar ao colapso do coração, especialmente se a pessoa já teve um infarto ou possui doenças cardiovasculares. Por isso, o quadro exige uma investigação aprofundada feita pelo cardiologista especializado em arritmologia. 

Arritmias mais comuns em adultos

Extra sístoles atrial/supraventricular ou ventricular


Trata-se da ocorrência de batimentos precoces no meio dos batimentos normais, o que pode ser sentido como uma falha no batimento, um engasgo ou até mesmo com desmaio. O tratamento pode ser feito com medicação ou ablação por cateter




Taquicardia supraventricular


Esse tipo de arritmia acelera subitamente os batimentos cardíacos, e tem esse nome porque se origina nas câmaras superiores do coração, os átrios. Muitas vezes, não têm causa aparente ou está relacionado a um problema congênito, a complicações anteriores como infarto, mas também pode atingir um coração normal. O diagnóstico pode necessitar de um Estudo Eletrofisiológico Invasivo e o tratamento costuma ser feito com medicações e ablação por cateter.




Fibrilação atrial


É marcada pela ocorrência de disparos elétricos simultâneos de vários focos na parte alta do lado esquerdo do coração, o átrio esquerdo. Assim, em vez de contrair e relaxar, o órgão fibrila, ou seja, fica apenas tremendo, o que pode favorecer o AVC (acidente vascular cerebral). O tratamento pode ser medicamentoso e, em algumas situações, incluir cirurgias ou procedimentos mais invasivos, como ablação por cateter.





Perguntas Frequentes

O marca-passo compromete a vida sexual, a prática de exercícios e o ato de dirigir?


As restrições acontecem apenas nos primeiros 30 dias depois da cirurgia para a colocação do marca-passo. Passado esse período, a atividade sexual está liberada. Se exercitar e praticar especificamente musculação também é permitido, desde que se tome o cuidado de evitar grandes hipertrofias do tórax.




A mulher que tem marca-passo ou arritmia cardíaca é capaz de engravidar e de levar a gravidez adiante, com saúde para ela e seu bebê?


Sim, isso é perfeitamente possível. Porém, a arritmia, mesmo quando os sintomas não são tão intensos, precisa do acompanhamento do médico arritmologista mais de perto, durante toda a gestação. E, dependendo da situação, pode ser necessário usar medicação especificamente durante a gravidez.




Arritmia tem cura?


Na grande maioria das vezes a ablação por cateter tem altas taxas de sucesso (superiores a 95%). Regra geral, intervir na causa da arritmia, no motivo do desbalanço elétrico, costuma ser o ponto crucial para resolvê-la e também os sintomas que surgem com ela. Isso acontece, por exemplo, quando o coração acelera ou fica mais lento devido a algum distúrbio da tireoide; e, resolver esse desequilíbrio pode ser suficiente para devolver a cadência certa para o músculo cardíaco. Porém, há casos em que medicações mais específicas precisam ser adotadas. É o caso da fibrilação atrial, a arritmia cardíaca mais prevalente na população, caracterizada por uma falha na condução dos estímulos elétricos que fazem o coração bater – em vez de contrair e relaxar, o músculo cardíaco fibrila, ou seja, fica apenas tremendo. Nessa situação, o índice de sucesso com o tratamento adequado gira em torno de 85% a 88%. Diante de tantas possibilidades, é fundamental consultar o médico especialista o quanto antes, para iniciar o cuidado adequado, que vai ajudar o paciente a reestabelecer sua qualidade de vida.




Quem coloca marca-passo vira um para-raios ambulante?


Não, não há o menor risco disso acontecer. Da mesma forma que o marca-passo também não é capaz de dar choque na pessoa nem em alguém que ela toca.




O que é proibido fazer depois que se coloca um marca-passo?


As restrições são mínimas. Tanto que é permitido usar normalmente o telefone celular, o forno de micro-ondas, o barbeador elétrico, o massageador corporal, o cortador de grama, entrar na banheira de hidromassagem. Entre as poucas restrições estão o detector de metais em portas de bancos e aeroportos; nesses casos, basta passar pela porta lateral. Na grande maioria das vezes, os marca-passos modernos têm compatibilidade inclusive com exames tecnológicos, como ressonância magnética. Mas, para certificar, sempre informe nas suas consultas médicas, odontológicas e com outros especialistas que você é portador de marca-passo.




Qual a função do marca-passo?


O objetivo do marca-passo é tratar os distúrbios de ritmo do coração, para que ele funcione da maneira adequada. Para isso, esse aparelho implantável possui um gerador, que é uma caixa fechada com circuito e bateria internos, conectado a dois eletrodos que são colocados no lado direito do coração. Ali, ele libera impulsos elétricos para estimular o órgão naquelas situações em que as frequências cardíacas são muito baixas, a chamada bradicardia, ou quando a parte de cima do coração (átrio) não consegue se comunicar de maneira adequada com a de baixo (ventrículo), o bloqueio atrioventricular.




Qual a função do cardiodesfibrilador, também conhecido como CDI?


Esse equipamento tem a função de monitorar e tratar alterações graves do ritmo do coração, que podem provocar uma parada cardíaca ou até levar à morte súbita. Na prática, ao detectar qualquer mudança nos batimentos cardíacos, o CDI dispara um choque elétrico para reverter essa arritmia.





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